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Um ano depois, as capas

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Há um ano a seleção portuguesa de futebol sénior alcançava a sua maior glória ao vencer o Euro 2016. Foi uma final que mais parecia escrita para cinema: jogo em Paris, onde milhões de portugueses trabalham mas onde continuam a ser reduzidos a porteiras e pedreiros e conseguiram alcançar uma alegria indiscritível; lesão do melhor do mundo que saiu em lágrimas e golo de um rapaz, maltratado nas redes sociais pelos compatriotas, e que até ali nada tinha feito na carreira que fosse digno de admiração.

Perante tal conquista, os jornais de Portugal e de todo o mundo encheram-se de manchetes únicas no dia seguinte. Os jornais desportivos optaram por palavras como Épico (Record), Orgulho de Portugal (A Bola) ou Eternos (O Jogo). O i, sempre irreverente, chamou Asterix à capa, empunhando uma bandeira de Portugal. O Público nomeou 10 julho, “Dia de Portugal”; o JN optou por um “É nossa” e o DN, por um ainda mais simples e eficaz “Campeões”. Os jornais franceses, claro, optaram por destacar a derrota da sua seleção e a desilusão que daí veio mas os espanhóis, muita graças a Ronaldo, também deram a capa à seleção portuguesa. A Marca, ligada ao Real Madrid, apostou num “Es Real”, por oposição ao sonho; os catalães do Mundo Sportivo escreveu “Sem CR7, Portugal campeão”. Em Itália, a Gazzetta dello Sport escreveu “Portobello” e o Corriere dello Sport apostou em “Portogalissimo”. Muitas mais capas homenagearam a conquista.

Hoje, um ano passado, a atualidade leva a melhor. Nem os jornais desportivos destacam todos, o primeiro aniversário da conquista. A Bola repete a capa de 11 de julho de 2016, o Record dá enfase a uma revista comemorativa que está à venda a partir de hoje e O Jogo não “toca” no assunto. Nos generalistas, descrição e pequenas chamadas de capa no Público, DN, JN e i. O Público sublinha que “Fernando Santos mantém os vencedores do Euro como titulares da equipa” e o DN sugere uma peça sobre “Um ano depois. Por onde andam os nossos 23 campeões europeus”. Já o JN chama à capa uma entrevista ao presidente da Federação Portuguesa de Futebol. O i fala no “delírio coletivo” de há um ano.

Hoje, um ano depois, o louco mercado de transferências do futebol; o turismo ou a política levam a melhor. A agenda mediática não para e não faz concessões, nem para aniversários de conquistas extraordinárias.

@Francisco Reis, Senior Communication Consultant

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