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Três filmes (um com três cartazes) e três lições de comunicação

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A cerimónia de entrega dos Óscares está à porta. São já conhecidos os nomeados e apontados os favoritos. Não consegui ainda ver todas as fitas indicadas para melhor filme mas vi três que aqui destaco, como lições de comunicação, pelo conteúdo ou pela forma.

Darkest Hour – O filme acompanha uma fase inicial da II Guerra Mundial e a nomeação de Winston Churchill como Primeiro-ministro e líder do Reino Unido na luta contra o crescente poder nazi. Não faltam bons filmes sobre a época, nem boas interpretações de Churchill, algumas delas bastante recentes. Todos sabemos, com mais ou menos profundidade algumas das suas imortais palavras. A lição que tiro deste filme, para além das políticas, é a do poder da palavra. Quase no fim do filme, depois de um famoso discurso, perguntam ao Conde de Halifax, o que acabara de acontecer na Câmara dos Comuns. A resposta foi “ele mobilizou a Língua Inglesa e mandou-a para a batalha”. Era isso que Churchill fazia. Colocava a Língua ao serviço dos interesses do povo britânico. Parece que isso ajudou a vencer a guerra. Como muitos dos processos de comunicação, um porta-voz carismático ajuda muito mas os discursos eram escritos antes, com cuidado e algumas retificações.

Três Cartazes à Beira da Estrada O inusitado, original ou out of the box também são uma boa arma em comunicação quando o objetivo é chegar a grandes massas. É o que quer a protagonista deste filme, perante a inação da polícia local que não parece ter muito fervor ao investigar o assassinato da sua filha adolescente. Três mensagens simples e diretas, em formatos gigantes que costumavam ser usados para outro tipo de campanhas, não deixam ninguém indiferente. Sem grande custo, a mensagem pode passar. Haja inovação. E esta não é apenas inventar coisas novas. É também dar novos usos a coisas velhas. É uma questão de procurar cartazes abandonados numa qualquer estrada perto de nós.

Get Out – Do sucesso faz parte a sorte. É verdade que “a sorte dá muito trabalho” como se diz mas em comunicação (desconfio que noutras áreas também) existe sorte. Por vezes, por muita dedicação que tenhamos e potencial que uma determinada campanha possa ter, as expectativas são baixas. Terá acontecido o mesmo em Get Out, um filme de baixo orçamento, algures entre o terror e o thriller, com muita crítica social pelo meio, cujo realizador não terá esperado vir a ser nomeado para melhor filme e melhor…realizador.  Já dizia Fernando Pessoa: “põe tudo o que és em todo o que fazes”. Parece que isso dá resultado.

The Oscars

@Francisco Chaveiro Reis, Corporate Division Manager

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