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Os cidadãos no centro do desenvolvimento das cidades

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Cada cidade tem uma identidade própria. O mesmo será dizer que cada município enfrenta os seus desafios e problemas, cujas soluções terão de ser ajustadas às características e necessidades de cada local. Mas o maior problema e obstáculo ao desenvolvimento reside no facto dos seus líderes não ouvirem nem envolverem os cidadãos. Este distanciamento entre quem tem o poder e as gentes da terra penaliza a identificação de soluções e a concretização de um plano estratégico para a cidade com valor para os seus beneficiários.

O modelo de qualquer cidade deve ter como missão a felicidade dos seus habitantes. O seu cumprimento está intrinsecamente relacionado com o facto de os cidadãos serem coprodutores no que uma cidade cria, proporciona e obtém valor. Trata-se de um processo profissional, sistematizado, fortemente enraizado na cultura e ADN do município, que não coexiste com ações esporádicas ou improvisadas.

A proposta de valor de uma cidade inicia-se com a construção do mapa relacional dos habitantes com a sua cidade. Em termos genéricos, este procura detetar as perceções, as dores e os desejos dos cidadãos para a sua comunidade.

De seguida são elencados tópicos relacionados com a realidade atual da cidade: recursos e infra-estruturas, perfil dos habitantes, ecossistema empresarial ou saúde financeira, por exemplo.

A partir daqui desenvolve-se o processo estratégico e criativo de levantamento de caminhos e iniciativas para o modelo ideal de cidade pretendida e efetivamente realizável. Torna-se assim fundamental reunir uma equipa diversificada composta não só por elementos do executivo municipal, como também por funcionários da autarquia – sejam eles quadros superiores, intermédios, administrativos ou assistentes operacionais, e os próprios cidadãos, com ou sem um papel relevante em organizações locais.

Engane-se se está a pensar que este tipo de metodologia e processos são morosos e burocráticos. Antes pelo contrário. Acredite que se forem bem desenhados e implementados, um conjunto curto de sessões será suficiente para obter os desejados cenários de desenvolvimento. Estes dirão que se formos na direção A, implementando as atividades M, N, O e P, iremos obter os resultados X, Y e Z. Não existirá certamente apenas um modelo de desenvolvimento para a sua cidade. Mas existirão porventura uns mais viáveis do que outros.

Caberá agora aos líderes das cidades terem a visão e a audácia para incorporar estas orientações nas suas atividades de gestão, envolvendo toda a comunidade de forma sistematizada e não se fechando nos tradicionais círculos de poder e amizade. O crescimento e a evolução das atuais cidades só é possível com inovação e o envolvimento de todos num modelo verdadeiramente holístico e integrado.

@Renato Póvoas, Managing Partner

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