Entra hoje em vigor nos EUA o novo código de conduta da Indústria Farmacêutica (IF) que prevê o eventual desaparecimento dos clássicos materiais promocionais, vulgo brindes, oferecidos pelos laboratórios aos médicos.  

Este código, criado pela Pharmaceutical Research and Manufacturers of America, foi assinado voluntariamente no mês passado pelas maiores farmacêuticas do mundo como a Pfizer, Roche, Novartis, Bayer, Merck, sanofi-aventis e muitas outras.

Numa relação incontornavelmente comercial, este parece ser mais um esforço no sentido de posicionar a IF como parceira dos profissionais de saúde, refreando uma vertente mais hard-selling que chegou muitas vezes a transformar o consultório médico numa espécie de mostruário de marcas. O branding de canetas, blocos, posters, pens, pisa papéis, relógios, calculadoras, calendários e afins poderá ver os seus dias contados…

Em vez disso, a tónica da relação é colocada numa perspectiva científica e este pode ser o grande trunfo da Indústria. Ao ser uma produtora por excelência de conhecimento científico, a IF desempenha um papel fundamental na própria actualização pedagógica da classe médica. Mas este ainda é um mérito que passa despercebido à maior parte da população… Parece-me que este Código é um excelente ponto de partida para a comunicação da IF em 2009: Be, Do, Say.

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4 Comentários em “Os brindes promocionais da Indústria Farmacêutica”

  1. Henrique Teixeira
    Janeiro 4th, 2009 at 3:55 pm

    Esse modelo de comunicação da IF proposta nos Estados Unidos pode ser visto como algo a ser transportado para o Brasil?
    Podemos ver essas alterações como novas possibilidades de atuação de marketing farmaceutico, podendo os profissionais de comunicação utilizar essa nova possiblidade para o uso de ferramentas e recursos como a inteligencia competitiva e outros?
    Obrigado.

  2. Olá Henrique! Obrigado pelo seu comentário.

    Não conheço a realidade brasileira mas é expectável que este código seja adoptado pelas associações sectoriais de outros países a diferentes ritmos. Acredito que a médio prazo os profissionais de comunicação e marketing portugueses vão confrontar-se com estas alterações, tal como aconteceu quando as visitas médicas (por parte dos delegados de informação médica) foram limitadas ou quando o valor máximo dos brindes/ ofertas aos médicos também foi regulado.

    Acredito que estas alterações são, na realidade, uma excelente oportunidade para adoptar outras ferramentas e recuros, como referiu, e contribuem para uma maior transparência e credibilidade do sector.

    Até breve!
    Fernando

  3. Boa noite Fernando !

    Será que você tem a informação de quantas empresas trabalham com o desenvolvimento de brindes para médicos ? E gostaria de saber também quantas fecharam as portas e quantos desempregos foram gerados após esta resolução.

    Obrigada,
    Mônica

  4. Bom dia Mónica,

    Em primeiro lugar, peço desculpa pelo atraso na resposta.
    De facto, não tenho números sobre o impacto desta decisão no mercado norte-americano. Não creio que esta seja uma decisão com poder para fechar empresas uma vez que as empresas de brindes não terão como clientes únicos a Indústria Farmacêutica (assim o espero…).

    Mas é uma decisão relevante, não só por afectar o volume de negócios dessas empresas (factor negativo), mas sobretudo por ter subjacente um esforço de posicionamento da Indústria Farmacêutica que, do ponto de vista comunicacional, me parece interessante e positivo.

    Obrigado!
    Fernando

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