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Desmistificar a inovação terapêutica: o santo graal da comunicação em saúde

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A inovação terapêutica é (mais do que nunca) o santo graal da comunicação em saúde, quer estejamos a falar no público médico, nas autoridades de saúde ou na população em geral. Quando um novo medicamento é lançado, a palavra inovação faz sempre parte das mensagens chave a transmitir aos vários stakeholders. Os ensaios clínicos e estudos de valor fármaco-económico são desenvolvidos para, entre outros objetivos, demonstrar que determinado produto é verdadeiramente inovador. Os médicos e doentes querem os tratamentos mais inovadores. Já nas notícias, se não for inovador, não entra.

O valor da inovação em saúde é discutido transversalmente e regularmente: autoridades de saúde, médicos, economistas da saúde, associações de doente trocam frequentemente argumentos, muitas vezes nos media, tentando defini-lo.

A entrevista do jornal “Observador” a Kenneth Kaitin, diretor do Tufts Center for the Study of Drug Development, em Boston, nos Estados Unidos, é um excelente subsídio para compreender o complexo mundo da inovação em saúde. Encerra em poucos parágrafos várias mensagens chave que a indústria farmacêutica deveria ter sempre em conta quando comunica novas terapêuticas e que podem ajudar este setor a trabalhar uma imagem que continua a não ser a mais positiva, a saber:

  • “O desenvolvimento de um medicamento é um processo lento, arriscado e caro. Em média, os novos medicamentos levam 12 a 15 anos a chegar à prateleira da farmácia.”
  • “O custo total para se desenvolver um medicamento, incluindo as falhas, foi recentemente estimado pelo meu grupo – do Tufts Center for the Study of Drug Development – em 2,6 mil milhões de dólares [2,3 mil milhões de euros]”.
  • “O preço dos medicamentos reflete a avaliação que a empresa farmacêutica faz ao valor que aquele medicamento tem para o doente, ao cenário competitivo (se, por exemplo, estão disponíveis terapias alternativas) e ao que os contribuintes vão reembolsar. As receitas geradas pelas vendas de medicamentos também devem cobrir o custo do desenvolvimento de medicamentos futuros”.
  • “A lista de medicamentos que praticamente mudaram a face dos cuidados de saúde é extensa e, felizmente, a lista está a crescer.

Leia a entrevista completa aqui.

 

@Susana Viana, Healthcare Division Manager

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