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A partilha de serviços irá continuar a dominar em 2015?

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A partilha de serviços abrange uma variedade de indústrias e as suas capacidades em matéria de inovação teve um aumento considerável de popularidade em 2014.

Empresas como a Uber (plataforma de serviços de transporte); eBay (plataforma de vendas online);  EatWith (plataforma de partilha de refeições); LendingClub (plataforma de empréstimos entre particulares); e Airbnb (plataforma de partilha de quartos / alojamento) tiveram um grande destaque nos media, tendo anunciado novas ofertas de negócios e, mesmo, num caso uma oferta pública inicial (IPO) de ações da empresa. Estas empresas têm alcançado melhores resultados do que os investidores alguma vez imaginaram. De facto, de acordo com dados (http://www.ericsson.com/res/docs/2014/consumerlab/ericsson-consumerlab-10-hot-consumer-trends-2015-infographic.pdf) recentes metade dos utilizadores de smartphones indicaram estar recetivos a usufruir de serviços de partilha. Neste sentido, é expectável que em 2015 se continue a verificar um aumento da popularidade destas plataformas.

As redes sociais e tecnologia móvel permitiram a mais recente expansão da economia de partilha transformando-a num grande negócio. O conceito de economia da partilha ao tornar‑se cada vez mais aceite abre a porta para a partilha de serviços em novas indústrias e o desenvolvimento de novos modelos de negócios. Não obstante, enquanto alguns operadores tradicionais (continuam parados no tempo) e lutam contra este tipo de plataformas / start-ups, outros optaram por entrar em jogo – em 2013 a Avis comprou a Zipcar, líder mundial de car sharing, e a Hertz lançou um serviço similar.

Por outro lado, várias cidades têm proibido muitas destas empresas de operar em circunstâncias normais, com o argumento de estarem a promover a economia informal e a concorrência desleal. A economia de partilha é uma tendência incontornável e não deverá caber ao Estado limitá-la ou vedá-la. Estes serviços devem ser trazidos para dentro de um quadro justo e flexível de regras que apoiem o seu crescimento e motivem a concorrência. Assim, os Governos devem criar as condições para tanto consumidores como empresas consigam com facilidade cumprir as regras impostas. Neste sentido, existem já vários exemplos de Governos que têm aprovado legislação que visa balizar estas atividades, mas não acabar com elas, dos quais se destaca em Portugal as novas leis do turismo que facilitam a partilha de casas por habitantes locais.

@Gonçalo CarvalhoPublic Affairs Consultant

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