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A ascensão dos media “sem-abrigo”

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Na semana em que tivemos mais um drama no sector dos jornais, com a restruturação do jornal Sol e o jornal i, é um facto indesmentível que o mundo dos media mudou com as novas tecnologias e a Internet. É, pois, imprescindível encontrar fórmulas para oferecer suporte a um ecossistema de notícias sustentável, independente, e promover a inovação no jornalismo através de uma colaboração contínua e de um diálogo entre os sectores da tecnologia e da produção de notícias.

Neste sentido, há uma peça incontornável no puzzle desta nova vaga de meios de comunicação que nascem e vivem na web. Estamos perante uma geração hiperconectada digitalmente, uma geração que consome informação a um ritmo alucinante.

Paralelamente, e de acordo com Francesco Marconi, estamos a assistir ao surgimento de uma nova onda de editores que não necessitam de home pages ou apps, no qual o seu único propósito é distribuir conteúdo através de diferentes canais e plataformas sociais.

Os órgãos de comunicação social digital geram receitas principalmente através da publicidade exibida nos seus próprios sites. A quantidade de dinheiro ganho corresponde, quanto mais não seja, indiretamente ao volume do público que acede às suas páginas, pelo que os editores voltam-se para as plataformas externas para construir as suas marcas. O The Huffington Post e a Drudge Report adotam estratégias de Search Engine Optimization para crescerem, enquanto o BuzzFeed, Vice e Vox são exemplos de sites que utilizam o potencial dos canais de social media para criar conteúdos virais.

Por que é que estes novos media se estão a tornar uma tendência?

  • O consumo de dados móveis e apps estão a aumentar (As apps através dos dispositivos móveis estão a tornar-se na plataforma confiável para o consumo de media)
  • Outros players estão a criar plataformas para que os editores facilmente distribuam e monetizem os seus conteúdos
  • O Facebook’s Instant Articles e o Snapchat’s Discover permitem parcerias para que os editores alcancem diretamente uma audiência cada vez maior
  • Além disso, a Google anunciou recentemente o seu Programa de Accelerated Mobile Pages para ajudar os editores a criar conteúdos otimizados para dispositivos móveis e que carreguem instantaneamente em qualquer lugar.

Os meios de comunicação social podem, assim, beneficiar ao juntar-se com estas empresas de tecnologia para criar conteúdos específicos para canais de distribuição com maiores audiências, criando potencialmente mais oportunidades de interação e de receitas. Por isso, não obstante continuar hoje a ser importante ter capacidade de pioneirismo no curto prazo, é claramente mais estratégico e fundamental ter a resiliência para um contexto cada vez mais complexo e com transformações significativas.

@Gonçalo Carvalho, Public Affairs Manager

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