BA

Iniciei o meu percurso profissional no ano em que o Waterworld afundava a carreira do Kevin Costner das bilheteiras e o single do Brian Adams “Have you ever really loved a woman?” não parava de azucrinar os ouvidos de gente com bom gosto. A minha primeira casa foi a LPM, um pouco mais pequena do que em 2010 mas na altura já uma referencia no mercado das agências de comunicação.

Acabadinho de sair da Universidade, fiquei logo impressionado com a vivenda situada em Alvalade, e com o ordenado mínimo que iria receber. Menos impressionado fiquei com a primeira coisa que me disseram ao chegar. “Os estágios são de três meses e este ano queremos promover a rotatividade portanto não deverá ficar no final. E olhe que gostámos muito da sua colega que vem substituir.” Um desafio interessante este. Tinha que suplantar uma ex-colega e mesmo com muita dedicação, passados três meses, daria lugar a uma outra colega minha (o programa de estágios era definido pela Universidade).

Durante os meses  que passei naquela casa fui muito bem tratado e tive a oportunidade de conhecer uma das maiores máquinas de fazer Press Releases que esta área já teve:  Roby Amorim. Talvez por sermos os únicos homens no andar de baixo da casa comunicacional, cedo criámos uma boa relação (só estive com o LPM no primeiro dia de estágio mas pareceu-me uma figura simpática. Anos mais tarde vim a confirmar esse pressuposto). Com o Roby aprendi o valor de um bom lead, de um bom primeiro parágrafo e, acima de tudo, a não beber um (ou dois…) digestivo após o almoço. O balanço desta experiência foi francamente positivo e:

- Aprendi a fazer Press Releases mais apelativos

- Aprendi o verdadeiro significado das palavras follow ups, clipping e Relatórios de Imprensa

- Aprendi a importância de chegar a horas

- Aprendi a trabalhar mais e falar menos (o que nesta área de actuação é sempre um desafio)

- Confirmei que tinha feito a escolha profissional mais acertada, em detrimento de Direito, após ter ouvido a frase “nesta área o rácio anda nas 10 mulheres para um homem…”

No final do estágio senti alguma pena por não poder continuar (e principalmente em deixar o Roby no meio de tantas colegas…) pois mal sabia que, no mês seguinte, teria início uma das experiências profissionais mas fantásticas e diferentes da minha vida: o Departamento de Relações Públicas da RTP!

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